quarta-feira, 3 de outubro de 2012
À CONVERSA COM JOKA FERREIRA
'Joka' Ferreira foi o entrevistado desta semana do "À Conversa com...".
Foram diversos os temas abordados nesta entrevista, como por exemplo, as expectativas para esta nova temporada e ainda a adaptação dos novos reforços à equipa.
Em vésperas de início de campeonato, o jogador reforço que "estamos aqui para dar tudo"!
ENTREVISTA NA ÍNTEGRA
Boa Tarde Joka, em primeiro lugar muito obrigado por teres aceite o convite para esta entrevista. Começou neste último mês a tua 2ª temporada de CDP ao peito. Em relação à época passada , que aspectos positivos e negativos tens a realçar?
Acho que foi uma época que teve coisas boas e coisas más. Começando pelo pior, acho que o facto de chegar “tarde” ao clube foi mau em todos os aspectos , não houve a preparação ideal para estar bem e ajudar a 100% a minha equipa , e a própria equipa não tinha se calhar a confiança necessária que é sempre importante para um guarda redes ter , mas é absolutamente normal depois das saídas que se verificaram no início de campeonato e que obrigaram o Clube Desportivo da Póvoa a arranjar opções um bocado em cima da hora.
Em tudo o resto , só tenho tudo de bom a dizer , é um clube bom para representar , com muito boas condições e com boas pessoas á frente do clube.
Ainda em relação à época anterior, o que faltou para o Desportivo ficar ainda melhor posicionado?
Como referi em cima , o clube foi obrigado a tomar decisões em cima do início do campeonato e isso abalou o nosso inicio , que não nos correu da melhor forma , mas acho que conseguimos superar isso e acabamos por chegar onde queríamos que era ganhar e ganhar e conseguimos muitos pontos nessa fase , o que nos ajudou a ficar na mesma posição do ano anterior , e conseguir os objectivos mínimos da direção.
Nesta pré-época o Desportivo tem mostrada um bom hóquei, especialmente no que toca a uma defesa consistente. Particularmente tu, como guarda-redes, tens rubricado excelentes exibições. A que se deve esta subida de forma? A uma melhor condição física ou anímica?
Acho que tudo isso se deve ao trabalho e vontade com que aparecemos para trabalhar logo no primeiro dia de trabalhos. Somos um grupo forte , com jogadores jovens , mas que alguns deles já têm alguma experiência em campeonatos deste género e isso ajuda-nos quanto equipa. A mim tem-me corrido bem a pré-época , mas acho que isto ainda está tudo muito no início e que ainda temos muito que trabalhar , para conseguir os nossos objectivos tanto como equipa e clube como também a nível individual.
Em relação aos novos reforços e aos juniores que subiram. O que tens a dizer acerca da sua adaptação?
Muito boa , têm se tornado importantes na equipa , cada um com as suas qualidades , mas é sempre bom ter na equipa jogadores jovens , e quando vêm das camadas jovens do próprio clube melhor é , certamente vêm com uma grande vontade de singrar , tanto na equipa , como também no Hóquei em Patins como modalidade.
Para o campeonato e a Taça e Portugal ,quais são os objectivos para 2012/2013?
Acho que primeiro temos de pensar em ganhar jogos , e depois sim criar um objectivo que se torne possível à equipa consegui-lo. O campeonato na 2ª divisão é um pouco “manhoso” e ás vezes acontecem coisas que se calhar ninguém espera. O Objectivo será certamente dar tudo dentro do ringue , dignificar o símbolo que carregamos na camisola e pensar acima de tudo em ganhar.
Particularmente falando do jogo com o Braga, para a Taça Jorge Coutinho, em que o CDP empatou a duas bolas, sentes que, após a grande exibição poveira, o empate sabe a pouco?
Acho que em jogos amigáveis entramos a pensar que temos de fazer um bom treino e aplicar as coisas que o treinador nos diz durante a semana nos treinos. Mas é claro , e tu como jogador sabes , que qualquer jogador entra no ringue para ganhar e é óbvio que preferíamos ter ganho do que empatar o jogo com o Braga. Mas o que tem de ficar do jogo é a nossa boa exibição contra uma boa equipa e que estamos aqui para dar tudo e conseguir boas coisas , para as gentes da Póvoa de Varzim.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
À CONVERSA COM JOSÉ LUÍS MONTEIRO
José Luís Monteiro, jogador dos Seniores poveiros foi o entrevistado desta semana do "À Conversa com".O sénior poveiro falou-nos acerca da temporada passada e do que faltou para o Desportivo conseguir mais. Falou-nos também da boa adaptação e dedicação dos novos reforços e daqueles que são os objectivos para esta época.
Quando questionado acerca de um eventual abandono da modalidade, 'Zé' Luís respondeu que «ainda não pensou muito sobre o assunto».
Veja a entrevista na íntegra abaixo.
ENTREVISTA NA ÍNTEGRA
Olá 'Zé' Luís e obrigado por teres aceite o convite para esta entrevista. Começando pela época passada: na tua opinião, o que faltou para ser uma temporada ainda mais positiva?
Como foi dito foi uma temporada positiva, a equipa esteve mais concentrada e mais confiante, no entanto não tivemos um bom arranque nos primeiros jogos e faltou-nos alguma sorte nos jogos ditos “fáceis”. Na minha opinião acho que tivemos algum “azar” com certas equipas de arbitragem, mas no final o que contou foi o resultado e desse não podemos dizer que estamos isentos de culpa.
Em relação aos jogos já feitos nesta pré-época. O que esperar do CDP e dos novos reforços para esta época? De que modo é que os ex-Juniores se estão integrar?
Os jogos que temos realizado nesta pré época foram exclusivamente jogos de treino, jogos de preparação e experimentação, de jogadores e de táticas. Os resultados foram positivos no entanto devemos encará-los como uma evolução de jogo para jogo tentando corrigir alguns erros. Na minha opinião quer os novos reforços quer os ex-juniores têm bastante qualidade, estão a adaptar-se bem mostrando grande motivação e empenho em fazer mais e melhor pela equipa.
A tua carreira de hóquei já dura há algum tempo, e cada vez mais se aproxima a altura de 'pendurar os patins'. O CDP vai ser o teu clube até ao fim dos teus dias de jogador?
Ora aqui está uma questão que para ser sincero ainda não perdi muito tempo a pensar. Sou uma pessoa que gosta de viver o momento e neste momento sei que devo e quero continuar a dar o meu melhor naquilo que me dá mais prazer no hóquei. Se por qualquer razão seja ela profissional, etária ou pessoal me impeça de seguir os meus objetivos então aí sim irei ponderar sobre quando e onde irei “pendurar os meus patins”.
Em relação a esta época. Quais são os objectivos pessoais e da equipa?
Os objetivos para a nova época em termos pessoais não variam com os da época passada, pois no meu entender consegui alcançar tudo a que me propus. Quanto aos objetivos de equipa penso que mais uma vez o espírito de equipa e entreajuda devem ser cruciais bem como a vontade de vencer e ser sempre melhores em cada jogo que passa.
sábado, 15 de setembro de 2012
À CONVERSA COM RÚBEN FANGUEIRO
Rúben Fangueiro, capitão Sénior, foi o 1º entrevistado do "À Conversa com..." nesta época de 2012/2013.
O poveiro de 28 anos comentou a prestação do CDP na época passada, falou-nos dos reforços do Desportivo e ainda nos revelou os objectivos dos poveiros para a presente época.
Rúben Fangueiro, que foi considerado pela 2ª vez durante a existência deste blogue o melhor jogador sénior da temporada anterior, falou-nos da alegria com que recebeu essa notícia.
Veja abaixo a entrevista na íntegra.
A partir desta semana as entrevistas serão então publicadas todas as quartas-feira.
ENTREVISTA NA ÍNTEGRA
Olá Rúben e obrigado por teres aceite o convite para esta entrevista. Começamos este segundo ano de entrevistas no "À Conversa com..." precisamente por seres tu o capitão dos Seniores do CDP em 2012/2013. Seguindo uma ordem cronológica dos eventos, começamos pela época passada. O CDP ficou na mesma posição que tinha ficado em 2010/2011 (7º lugar) mas será que na cabeça dos jogadores ficou a ideia de que a equipa podia ter feito mais? Isto porque o início da temporada não foi propriamente 'famoso'.
Boa Tarde Miguel, quanto a pergunta acho que sim, a temporada passada não começou da melhor maneira e penso que ficou na nossa cabeça que poderíamos ter feito algo mais em termos de classificação já que tínhamos uma excelente equipa com jogadores de enorme valor. Mas isso é passado e ficam as memorias de excelentes companheiros e amigos, aproveitando para mandar um grande abraço a todos eles.
Ainda em relação à época anterior, foste considerado pela 2ª vez em 3 anos de blogue o melhor jogador Sénior da respectiva temporada. Como é que é para ti receber estas boas notícias?
É motivo de orgulho e satisfação, mas não servirá para me acomodar já que temos sempre que provar o nosso valor, e entro para este ano ainda com mais vontade e ambição de honrar a camisola do Clube Desportivo da Póvoa.
Face à época anterior, a equipa dos Seniores sofreu uma forte alteração. Não menosprezando os juniores que subiram, diz-me qual foi a primeira impressão dos novos reforços Hugo Paiva e Tiago Rocha? Não pergunto pelo Tiago Paiva pois vocês já eram colegas de equipa antes de ele ter abandonado o CDP.
Os novos reforços para terem sido escolhidos pela equipa técnica de certeza que terão valor e serão uma mais valia para a equipa, teremos é que como mais velhos que saber integra-los e fazer um grupo forte e compacto. Falando individualmente já conhecia o Hugo Paiva desde os escalões mais novos já que se trata de um regresso ao CDP, e de certeza vai ser uma mais valia e um elemento importante. Quanto ao Tiago Rocha conheço-o menos bem mas como disse em cima para ter sido escolhido de certeza que será uma mais valia.
Em relação a 2012/2013. Os treinos começaram no final de Agosto e já há jogos marcados. Quais são as expectativas para o campeonato e para a Taça de Portugal?
Esta época teremos uma equipa mais jovem, mas vamos colmatar essa falta de experiencia com vontade, empenho e companheirismo fazendo de tudo para obtermos a melhor classificação possível e na taça ir o mais longe possível e quem sabe brindar os nossos adeptos trazendo um clube grande a jogar no nosso pavilhão.
Este ano vais ter o teu irmão, Cristiano Fangueiro, que ascende a Sénior, a fazer parte do mesmo plantel que tu. Como é que vês essa situação? Poderá haver despiques em casa para ver quem marca mais golos? (risos)
Vai ser um motivo de alegria receber o irmão mais novo, já que sempre foi um desejo que tive jogar com ele. Acho que chega aos seniores com muito mérito já que ainda tem idade de júnior, e tem valor para se afirmar, mas tem de continuar a trabalhar para evoluir e ajudar o CDP.
Quanto aos despiques ele tem que ter respeito pelo mais velho (risos). Falando mais a serio não haverá despique mas sim colaboração e companheirismo, não só entre nós os dois, mas entre toda a equipa e formarmos um grupo unido, coeso e onde seremos a Família CDP.
ALA CDP
terça-feira, 3 de julho de 2012
À CONVERSA COM 'KIWI'
Pedro Pinheiro, conhecido por 'Kiwi' foi o entrevistado desta semana do "À Conversa com...".O treinador mais jovem do Clube Desportivo da Póvoa fez o balanço da presente temporada e falou-nos do que é para ele o hóquei. As maiores ambições e recordações nesta grande modalidade.
ENTREVISTA NA ÍNTEGRA:
Olá 'Kiwi' e em primeiro lugar muito obrigado por teres aceite o nosso convite para esta entrevista. Começo por perguntar: De onde surge a alcunha 'Kiwi'?
Obrigado eu Miguel pelo convite é sempre bom poder contribuir um bocado para um blog que ajuda o crescimento do nosso clube. A alcunha surgiu mais ou menos quando eu tinha 7 ou 8 anos. Andava na brincadeira com amigos meus e como tinha o cabelo muito curto e espicado eles começaram a dizer que a minha cabeça parecia um kiwi e sabes como é... começando uns isto vai sempre passando.
Como é que o hóquei em patins surgiu na tua vida?
O hoquei surge na minha vida através de dois amigos meus com quem me dava muito bem. Quando tinha perto de 4 anos, eles entraram e eu achei também que era uma coisa que devia gostar. Depois apesar de ter o azar de pouco depois de ter entrado o pavilhão ter ido a baixo, o que me fez parar cerca de 2 anos, mas nunca desisti porque era aquilo que gostava mesmo.
Qual foi o melhor momento que viveste enquanto jogador da modalidade?
Enquanto jogador o melhor momento dentro de campo deve ter sido como disse o meu treinador Ricardo na altura o jogo com infante sagres em juniores, porque sempre foi uma equipa que nos não conseguíamos ganhar, e sinceramente foi uma vitoria que não estávamos nada a espera. Mas para mim os melhores momentos não são muitas vezes aqueles que vivemos dentro de campo mas no balneario ai sim tivemos grandes momentos foram anos mesmo do melhor, porque ao sermos um clube da terra somos todos daqui de perto o que nos faz criar uma cumplicidade enorme, e tornarmo nos grandes amigos e ainda hoje andamos juntos maior parte da equipa.
Em relação a esta época em que treinaste os Escolares. O que tens a dizer, em geral, acerca da equipa?
Esta equipa para mim sinceramente é uma equipa que tem muita qualidade, mas ainda é muito cedo ainda vão ter que trabalhar muito para tentarem chegar ao topo, mas já lhes disse mais que uma vez acho que tenhem qualidade para isso, só nunca podem deixar de trabalhar muito! E esta equipa tem uma coisa que eu já disse em cima balneário unido,maior parte deles são da mesma turma o que ajuda a crescer uma equipa porque cria-se cumplicidades. Mas esta época apesar de ter sido uma boa época penso que podíamos e devíamos ter feito melhor e temos que querer fazer sempre melhor, começamos muito bem a época mas depois o modelo competitivo da APP, fez nos quebrar um bocado porque tinha muitas pausas no campeonato.
Se tivesses de escolher o melhor momento como treinador, qual seria?
A minha carreira de treinador para já não foi muito grande por isso não tenho nenhum momento em especial, mas no ano passado a época que fizemos em escolares foi uma época muito a cima do que quase toda a gente pensava porque sempre acharam que nos iriamos perder os jogos todos o que nao aconteceu. Esta época um momento especial foi um jogo que fiz pelos iniciados a substituir o Ricardo, e na qual ganhamos 4-2 e senti que os miúdos deram tudo dentro de campo estavam com ganas para ganhar e foi uma vitoria que deixou toda a equipa muito muito feliz.
Quais são os teus sonhos enquanto treinador de hóquei em patins?
Já disse uma vez mal fui mal interpretado( a brincar claro), um dia quem sabe gostava de treinar uma equipa sénior mas isso só daqui a 20 anos para ai ou mais porque neste momento estou muito bem a trabalhar com miudos e é isso que eu quero. E um sonho que eu tenho é tentar crescer com o CDP tentando tornando lhe um clube cada vez maior se possível no top português porque é o clube de quem eu gosto! E acho que temos qualidade para ser um grande clube só temos que mudar umas pequenas coisas.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
À CONVERSA COM RICARDO FANGUEIRO
«NÃO FOI A ÉPOCA QUE ESPERAVA»
Por motivos pessoais (época de exames) tem sido difícil manter as notícias em dia. Lamento desde já por isso.
Após uma interrupção de algumas semanas nas entrevistas, o CDPhoquei traz-lhe o testemunho do Ricardo Fangueiro, treinador dos Infantis e Iniciados do CDP.
O treinador poveiro recordou alguns momentos passados enquanto jogador e treinador e fez um balanço da época que passou.
Não escondeu que gostava de, um dia, treinar na I Divisão.
ENTREVISTA NA ÍNTEGRA:
Em primeiro lugar, conta-nos como e quando é que o hóquei surgiu na tua vida?
Tinha 10 anos na altura e treinava futebol no Varzim. Tinha um problema nas costas que me estava sempre a incomodar e o meu médico na altura aconselhou-me a experimentar o hóquei, e funcionou. O início foi complicado pois qualquer miúdo que comece aos 11 anos está tramado, tem que ter muita paciência. E os treinadores também. Nisso estou muito grato ao Padrão e ao Alfredo.
A equipa de infantis desse ano era muito forte, faziam parte o guarda-redes Daniel , o Bruno Fernandes, Luís Braga (pai do guarda-redes juvenil Vítor Braga) , o Luís Milhazes, o 'Xico', o 'Mané', o Bruno - filho do Padrão, o João Portela , o 'Joni', o Jorge ( deputado CDU ). Era uma equipa mesmo forte. Até nos treinos era difícil encontrar uma vaga para treinar. Era um grupo excepcional.
Em relação às equipas que actualmente treinas: o que tens a dizer acerca do seu campeonato e da equipa em geral?
Devo dizer que não foi a época que esperava. Houve demasiados problemas que não consegui resolver...
Os infantis: tiveram bons momentos e bons jogos, mas acho que podíamos e devíamos ter feito mais.
Os iniciados: fomos de mais a menos , tinha que ter sido ao contrário, estamos a tentar, mas as coisas tardam a acontecer.
Tal como todos nós, deves ter um sonho. Quais são as tuas maiores expectativas enquanto treinador?
Gostava de chegar a treinar na primeira divisão.
Qual foi o momento mais espectacular vivido enquanto treinador?
Tive duas presenças no nacional mas o melhor momento foi uma vitoria ainda na minha primeira época como treinador, num jogo contra o Infante de Sagres no escalão de juniores. Era uma geração que nunca tinha conseguido ganhar , montamos uma estratégia muito arriscada e no final, para espanto de todos conseguimos a vitória. O 'Kiwi' fez um super jogo!
Como época foi aquela em que conquistamos o torneio de encerramento com os juvenis. Foi um ano muito complicado, perdemos muitos jogadores importantes e ficamos com o plantel muito curto. Falhamos o nacional na última jornada e no ultimo minuto visto que não dependia de nós o apuramento. No torneio de encerramento parecia estar tudo contra nós. Nas primeiras jornadas perdemos 2 jogadores, um por desistência e outro por expulsão. Quando voltamos a ter a equipa composta, aconteceu outra expulsão, no total foram 9 jogos a jogar desfalcados em que a equipa de iniciados teve um papel fundamental na ajuda do título. Foi um grupo fantástico, o Pedro , Mário, Paulino, 'Alex' e o 'Dani' foram óptimos ao aguentarem a época num nível fantástico .
Se pudesses mudar de clube, que rumo tomavas?
Não dá para viver só do hóquei. Quem joga hóquei fá-lo por paixão. Torna-se necessário conciliar a vida profissional com a desportiva, por isso estaria sempre condicionado. A escolha teria de ser pensada com base nestas duas premissas.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
À CONVERSA COM MIGUEL CORREIA
«CONSEGUIMOS 'CALAR' MUITA GENTE!»
Esta semana, tratou-se duma entrevista diferente no CDPhoquei.com. Não entrevistei ninguém, mas sim fui entrevistado pela minha própria equipa.Cada membro da equipa e ainda o treinador enviaram uma pergunta, totalizando 8. Os temas não fugiram ao habitual destas entrevistas e abordou-se um pouco de tudo.
ENTREVISTA NA ÍNTEGRA:
Nuno Pinto: Em toda a tua "carreira" desportiva, qual o momento que te mais marcou?
Como jogador, o momento que mais me marcou foi na época de 2009/2010. Após falharmos o apuramento ao Campeonato Nacional, disputamos o Torneio de Encerramento. O último jogo, na casa do Fânzeres, era crucial para garantir a primeira posição e após uma má exibição, perdemos a partida. Foi, no entanto, uma época que terminamos com a cabeça erguida.
Como adepto do CDP o momento que mais me marcou foi também em 2009/2010. A conquista por parte dos Seniores do Campeonato Nacional da III Divisão. Erámos cerca de 50 pessoas na "claque" poveira que se deslocou à Mealhada e que viu o Desportivo a virar o jogo após o intervalo. Memorável é talvez a melhor forma de descrever o acontecimento.
Carlos Ferreira: Achas que houve algum momento em que tiveste alguma subida notória de rendimento?
Subidas de rendimento, penso que pouco a pouco, treino a treino, vamos todos tendo, seja no mais pequeno aspecto. Contudo, considero que subida de rendimento mais notória terá sido precisamente esta época. Fisicamente estou no meu melhor e tacticamente faço por aprender o mais possível e errar o menos possível. Penso que nunca tinha marcado um golo em competições oficiais e, este ano, até à data, já somo 13.
David Lima: O que pretendes fazer no teu futuro?
Algo que se algum dia tiver de deixar e que me vai custar muito, será a modalidade em si mas também todos os momentos que se vivem em equipa. O blogue também é algo que gostaria de fazer perdurar o mais tempo possível. Profissionalmente gostaria de seguir Medicina e se possível no Porto.
Luís Sá: Achas o hóquei um desporto caro?
Em comparação com a maioria dos desportos, o hóquei é de facto um desporto caro, ainda por cima para os guarda-redes. No entanto, não é nenhum factor que afecte a grandeza da modalidade.
Gonçalo Rodrigues: Como qualquer coisa, o teu trabalho no blogue, apesar de muito elogiado por muitos, também é criticado por vários. Como é que consegues conciliar o hóquei como jogador, a tua vida pessoal e o trabalho no blogue?
Por vezes dá mais trabalho do que parece... É difícil conciliar a escola, os treinos e umas "meias-horas" para escrever no blogue. Por vezes, isso traduz-se num atraso de dois ou três dias nas notícias do blogue. Mas é o que eu gosto de fazer, esta espécie de jornalismo desportivo amador, que serve para demonstrar o amor que tenho pelo clube e pela modalidade. Contudo creio que não é nada de transcendente de se fazer, trata-se principalmente de uma organização de tempo.
Vítor Hugo: Fazes parte dos juvenis, o que tens a dizer sobre este grupo e sobre os resultados alcançados?
É importante salientar que me orgulho de pertencer a esta equipa. Somos um grupo muito unido e trabalhador. Apesar de enfrentarmos grandes obstáculos esta época (o facto de sermos apenas 1 guarda-redes e 7 jogadores de campo, dos quais o Gonçalo está lesionado, se não me falha a memória, há já praticamente 5 meses) trabalhamos para as vitórias e numa primeira fase estivemos muito perto de conseguir o apuramento ao Nacional. Não o fizemos por um ponto, para muita tristeza minha e dos meus colegas. Conseguimos "calar" muita gente, que não acreditava no nosso potencial e demonstramos do que somos capazes! Em relação ao torneio de Encerramento, até agora estamos invictos e vamos fazer por continuá-lo. Estamos na 1ª posição e com um ponto de vantagem para o segundo.
António Araújo: O que pensas do atual estado do Hóquei em patins?
Apesar de não ter vivido o hóquei de há uns anos para cá, contam-me que era mais emocionante e mais espectacular. Actualmente, vejo que a deslocação ao pavilhão do CDP de público é muito reduzida, estando o pavilhão com algumas dezenas de pessoas apenas nos jogos dos Seniores e por vezes Juniores. A nível nacional e de 1ª Divisão, tirando os Clássicos, os pavilhões nunca enchem, talvez também devido ao crise financeira que vivemos e ao facto de que o impacto e a paixão do hóquei tem vindo a decrescer gradualmente ao longo dos anos.
sexta-feira, 30 de março de 2012
À CONVERSA COM GONÇALO RODRIGUES
Gonçalo Rodrigues, jogador dos juvenis do Desportivo da Póvoa, que já não treina nem joga há mais de 4 meses por lesão, foi o entrevistado desta semana do "À Conversa com".
Tal como já é habitual, Gonçalo falou-nos da sua origem no hóquei em patins e do melhor momento já vivido na modalidade.
A incómoda lesão que o tem vindo a condicionar completamente também foi assunto de conversa nesta entrevista, bem como as suas pretensões para o futuro.
ENTREVISTA NA ÍNTEGRA:
Olá Gonçalo e em primeiro lugar obrigado por teres aceite o nosso convite e também por disponibilizares o teu tempo para esta entrevista.
Tal como já é habitual nestas entrevistas começamos pela tua origem no Hóquei em Patins. Como e quando se dá?
Desde já, parabéns pelo trabalho que tens feito neste blog, importante para a divulgação do hóquei que, infelizmente, tem vindo a cair no esquecimento.
Entrei para o hóquei quando tinha apenas três anos. Ninguém da minha família jogava nem tinha pela modalidade nenhuma afeição especial. Um dia, a minha mãe passou pelo Desportivo e estava a haver um treino daqueles que fazíamos no início, como o Padrão dizia numa entrevista, “com mais de quarenta miúdos a patinar”. Ela achou piada e convenceu-me a experimentar. Andei por lá até ai fim dessa época e depois parei. Mas aos cinco voltei e desde essa altura aqui ando. Já lá vão doze anos!
Durante o teu percurso como hoquista, qual foi o melhor momento que já viveste?
Infelizmente, não posso dizer que fui sempre feliz no hóquei. Apesar de sempre querer estar no Desportivo e ser aqui que me sinto em casa, nem sempre fui acolhido da melhor maneira. Alguns treinadores, nos anos em que era o mais novo da equipa, simplesmente não me davam nenhuma oportunidade para jogar. Isso é muito frustrante e desmotivante.
Mas, como é óbvio, também tive bons momentos. Afinal o hóquei é o desporto da minha vida e grande parte dela foi passada entre treinos e jogos! Parte do que sou, devo-o ao hóquei e aos grandes amigos que lá fiz e faço.
Talvez como ponto alto, a nível pessoal, tenha de referir a época passada. Apesar de, a princípio, ninguém acreditar na equipa, conseguimos mostrar valor. O treinador, o Ricardo, incentivava-nos muito e acabámos por fazer uma época interessante. Eu próprio quebrei todos os meus limites e fiz coisas que não imaginava conseguir. Orgulho-me de ter sido capitão dessa equipa!
Há vários meses que não treinas nem jogas devido a lesão. O que é mais difícil suportar enquanto estás lesionado? Para quando podemos esperar um regresso?
Isso é verdade, já lá vão quatro meses…
Fiz um bom início de temporada, mas foi curto. Desde essa altura tem sido muito complicado “lutar” contra a lesão. Quer a nível físico, quer a nível psicológico. O hóquei, nisso, é pior do que dizem ser o tabaco: depois de lhe apanhar o vício, não há maneira de te separares dele! Mais que até quaisquer dores que a lesão dê (afinal ninguém morre com elas), o mais difícil tem sido resistir à vontade de jogar.
No que toca a previsões para voltar, é muito complicado! Está para breve, mas esse “breve” é muito imprevisível. Espero que no próximo mês esteja já a treinar, mas depois deste tempo todo, não quero deitar tudo a perder por uma precipitação.
Quais são as expectativas para quando regressares? Talvez não estejas ao teu melhor nível, estando um pouco condicionado fisicamente.
Todo o “romance” que me tem sido proporcionado pela lesão, as “voltas” que já deu, apagou-me muitos dos objectivos que tinha delineado para esta época, quanto mais não seja o próprio “jogar”. Já passou muito tempo e depois dos quatro ou cinco jogos que fiz, falta pouco mais que isso para acabar a época. Recuperar a forma será muito complicado. Não conseguirei, provavelmente, estar ao nível dos primeiros jogos, mas quero voltar e dar o meu melhor. Prometo vingar-me do que a lesão me fez!
Por último e em relação ao teu futuro: o que pretendes fazer a nível profissional e desportivo?
Apesar de ainda não ter certezas, gostava de seguir medicina. Não penso fazer do hóquei carreira. De qualquer maneira quero ir o mais longe possível no hóquei, continuar o máximo tempo que puder. Afinal, é o que mais gosto de fazer!
segunda-feira, 19 de março de 2012
À CONVERSA COM JOÃO PEREIRA
João Pereira, jovem jogador dos Juvenis, foi o entrevistado desta semana do "À Conversa com...".A sua origem no hóquei em patins, as razões da escolha desta modalidade, bem como o melhor momento com os patins nos pés, foram alvo de conversa.
Os objectivos para o Torneio de Encerramento e também para a sua vida futura foram assuntos abordados nesta entrevista.
ENTREVISTA NA ÍNTEGRA
Olá João, em primeiro lugar diz-nos, como é que o hóquei surgiu na tua vida?
Ola Miguel.Tudo começou no meu sexto ano de escolaridade, o Gonçalo Rodrigues era da minha turma e falava muito deste desporto, então acabei por praticar Hóquei em Patins. Já antes de iniciar esta actividade o Araújo (actual treinador) já me tinha convidado, morávamos no mesmo prédio, mas como era pequeno, tinha vergonha, por isso acabei por entrar um bocado tarde.
Porquê o hóquei?
O Hóquei despertou-me a atenção logo no primeiro dia em que calcei os patins, foi num sábado de manha, eu já tinha experimentado outros desportos antes, nunca me senti tão ligado a nenhum deles como sinto com o Hóquei, é um desporto diferente, com adrenalina, agressivo e mágico, penso que isso foi o que acabou por "alimentar" esta ligação pelo Hóquei.
Até agora, qual foi o melhor momento que já viveste nesta modalidade?
Na minha opinião todos os momentos vividos no Hóquei com equipa são bons, treinos, jogos...mas claro que há alguns que não se esquecem, neste caso, o meu primeiro jogo e primeiro golo. Foi o contra o Barcelos, era primeiro ano de iniciado, foi o único golo do CDP contra o Barcelos nesse jogo treino, inesquecível! (risos)
Em relação aos objectivos para este Torneio de Encerramento: quais são?
Os meus objectivos, e penso que da equipa também, são dar o máximo para ganhar o torneio de encerramento.
Por último, quais são os teus objectivos para o futuro profissional e desportivo?
Profissionalmente acho que o Hóquei não seria o meu verdadeiro emprego, é um desporto que apesar de amar nunca me imaginei a viver apenas disso, talvez por não ter muito jeito e por não ter o verdadeiro para esta modalidade e por não ser um jogador " fora-de-série", acabando por influenciar um bocado no caminho profissional...talvez seguirei arquitectura, se conseguir, mas sem nunca esquecer o hóquei e continuar a pratica-lo como hobbie ate não poder mais!
Se não conseguir arquitectura, irei para a faculdade de engenharia que o ex-primeiro ministro José Sócrates frequentou e formar-me-ei engenheiro, como ele...
quarta-feira, 14 de março de 2012
À CONVERSA COM VÍTOR BRAGA
Vítor Braga, guarda-redes principal dos Juvenis do Clube Desportivo da Póvoa foi o entrevistado desta semana do "À Conversa com...".Este jovem estudante tem uma curta, mas promissora, carreira no hóquei em patins que teve início apenas há três anos, influenciado por familiares ex-praticantes da modalidade.
Vítor resumiu nesta entrevista o que é para ele ser guarda-redes e quais foram os melhores e piores momentos na modalidade.
Uma abordagem à actual temporada foi também efectuada nesta entrevista.
segunda-feira, 5 de março de 2012
À CONVERSA COM DAVID LIMA
David Lima, o jovem jogador dos Juniores foi o entrevistado desta semana do "À Conversa com...".Tal como é habitual, a origem no hóquei em patins, os melhores e piores momentos, bem como expectativas até ao final da temporada e para a sua vida futura. Tudo temas abordados nesta entrevista.
Na próxima semana, trazer-lhe-ermos outra entrevista a mais um jogador dos Juvenis poveiros.
ENTREVISTA NA ÍNTEGRA:
Olá David e em primeiro lugar muito obrigado por teres aceite o convite para esta entrevista e disponibilizares o teu tempo para tal. Começando, tal como já tem sido hábito no "À Conversa com...", pela tua origem no hóquei: Quando e como se dá?
Antes de mais queria agradecer-te por tudo o que tens feito pelo hóquei do CDP e espero que assim continue durante muito tempo.
Quando entrei para o hóquei tinha eu 8 anos. Tudo começou através de um colega de turma da primária que era o Rafa (infelizmente já não joga). Naquele tempo, ele jogava hóquei então decidi experimentar. Gostei e ainda cá ando. Mais tarde vim a descobrir que os meus primos e o meu pai também já tinham jogado hóquei, o que me deu mais vontade de continuar.
Durante o teu período como hoquista tiveste o privilégio (ou não, dependendo do ponto de vista) de seres treinado pelo teu próprio pai. O que recordas desses tempos, seja positivo ou negativo?
Desses tempos, recordo-me que ele era exigente e conseguia transmitir confiança em momentos de jogos mais difíceis, recordo-me também que sobre mim a tolerância dele era zero. Para além disso, foi uma pessoa que me ajudou e ajuda muito no hóquei e na minha vida, e fico-lhe muito agradecido por isso.
Fazes parte do plantel Juvenil poveiro que, no passado sábado, se estreou no "Torneio de Encerramento" com uma vitória, mesmo após a 'lamentável' exibição frente ao Fânzeres. O que esteve mal nesse e jogo e quais são os objectivos nesta segunda parte da temporada?
Acho que entramos mal no jogo embora tenhamos marcado cedo, cometemos muitos erros tanto defensivos como ofensivos e o adversário conseguiu aproveitar isso. Penso que para esta segunda metade da temporada temos como objectivo ganhar o torneio de encerramento.
Por fim e mais em relação à tua vida pessoal, no futuro, o que pretendes fazer a nível profissional e desportivo?
A nível desportivo como jogador penso continuar no hóquei até onde puder. Um dia gostava de enfrentar um desafio que é, ser treinador de hóquei.
Quanto a minha vida profissional para já não tenho nenhum objectivo bem definido mas gostava de trabalhar em algo relacionado com o desporto.
Obrigado novamente David.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
À CONVERSA COM LUÍS SÁ
Luis Sá, jovem jogador dos Juvenis do Clube Desportivo da Póvoa, foi o entrevistado desta semana do "À Conversa com...".
Luís contou-nos como é que o Hóquei em Patins surgiu na sua vida, tendo ele sido influenciado - tal como muitos outros jogadores - pela própria família. Neste caso o pai, que também praticou a modalidade.
Falou-nos também daquele que foi para ele o seu melhor momento como hoquista e ainda das ambições para o Torneio de Encerramento que se iniciou neste Sábado.
Luís demonstrou o interesse em não abandonar o hóquei e seguir Hotelaria.
ENTREVISTA NA ÍNTEGRA
Olá Luís, em primeiro lugar obrigado por teres aceite o convite para esta entrevista. Conta-nos: como surge o hóquei na tua vida?
Tudo começou há dez anos, fui influenciado pelo meu pai a entrar nesta modalidade, pois ele também fora jogador da mesma. É claro que não foi só pelo meu pai, o hóquei sempre me despertou um interesse enorme, pois é um desporto rápido e exige muito contacto físico.
Em relação aos vários anos de hoquista que já tens, qual é o melhor momento já vivido, se tivesses de escolher?
Foi o primeiro jogo que joguei como federado. Esse foi o melhor momento que tive pois senti-me, pela primeira vez, como um verdadeiro jogador de hóquei.
Em relação a este Torneio de Encerramento, qual é o objectivo?
Ganhar e encarar todos os jogos como os mais importantes de sempre.
Por último e em relação ao teu futuro profissional e desportivo: Quais são as expetactivas?
No futuro, vou continuar a jogar hóquei como tenho jogado até agora, mas vou fazer dele um hobbie, pois tenho um objectivo profissional que é tonar-me gestor hoteleiro.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
À CONVERSA COM NUNO PINTO
Nuno Pinto, sub-Capitão da equipa Juvenil do Clube Desportivo da Póvoa foi o entrevistado desta semana do "À Conversa com...".O jovem jogador poveiro falou-nos da sua entrada do hóquei em patins, que foi influenciada por amigos.
Revelou aqueles que na sua opinião são os seus "ídolos" no Hóquei em Patins, recorrendo aos Argentinos Pablo Alvarez e Carlos Nicólia. Também nos revelou aqueles que, na sua opinião, foram os seus melhores treinadores nestes mais de dez anos com as rodas nos pés.
Nuno Pinto anteviu o "Torneio de Encerramento" e não escondeu a vontade de ganhar, confessando mesmo que a sua equipa tem "boas hipóteses de ganhar".
Para a semana, nova entrevista será publicada.
ENTREVISTA NA ÍNTEGRA
Olá Nuno e em primeiro lugar obrigado por teres aceite o nosso convite e também por disponibilizares o teu tempo para esta entrevista.
Começando pelo teu início no hóquei em patins: Como e quando começaste a praticar hóquei?
Obrigado eu Miguel pela divulgação do hóquei e pelo empenho que tens posto neste blog. Comecei a jogar hóquei por causa do bruno. Andávamos no mesmo infantário, juntamente com o Carlitos, e eu decidi experimentar. Assim ficou esta paixão pelo Hóquei e espero que fique por muito tempo.
Se no hóquei em patins tivesses de escolher o teu ídolo, ou o jogador (ex-jogador) que mais admiras, quem seria?
Relativamente ao jogador, eu sou da era dos mais novos, e não vi jogar, ou pelo menos não me lembro de ver, jogadores como Gaidão, Livramento. Do que vejo e vi, penso que o jogador que mais me atrai é o Carlos Nicólia, assim como o Pablo Alvarez.
De todos os treinadores que já tiveste durante estes mais de 10 anos com as rodas nos pés, qual escolherias como sendo o melhor, e porquê?
Houve dois treinadores que me marcaram em diferentes fases e que me ajudaram a chegar onde cheguei. O António Padrão numa fase de adaptação e aprendizagem das técnicas iniciais e o Rúben, apesar de ter sido apenas uma época (infelizmente), foi onde eu mais evoluí tecnicamente e também fisicamente.
Jogas nos Juvenis que ficaram apenas a 1 ponto da passagem ao Campeonato Nacional. Quais são as maiores dificuldades encontradas nesta época?
O principal factor foi a falta de jogadores e os poucos treinos semanais. São dois factores que nos prejudicaram.
Calendário e equipas anunciadas para o "Torneio de Encerramento" a iniciar no próximo dia 25. Quais são as expectativas?
Principal objectivo e ganhar, como sempre. Temos boas hipóteses de sair vencedores.
Por último e em relação ao teu futuro: o que pretendes fazer a nível profissional e desportivo?
Relativamente ao hóquei espero continuar a jogar, que e o que mais gosto. Ir até onde for possível. Profissionalmente gostava de trabalhar no estrangeiro, se possível. Mais uma vez, obrigado pela entrevista e felicidades.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
À CONVERSA COM CARLOS FERREIRA
Carlos Ferreira, capitão da equipa Juvenil, foi o entrevistado desta semana do "À Conversa com...".
Natural da Póvoa de Varzim e única e exclusivamente Desportivo da Póvoa, o jovem de 16 anos falou-nos da sua origem no hóquei em patins, que nos remonta para há mais de uma década.
Carlos falou-nos daquele que, para ele, foi o seu melhor treinador e ainda do que é, na sua opinião, ser Capitão.
Comentou a prestação da sua equipa nesta época até à data, e perspectivou o cenário do "Torneio de Encerramento" [«Entramos sempre para ganhar (...). Vamos lutar pelo topo.»].
ENTREVISTA NA ÍNTEGRA:
Olá 'Carlitos' e em primeiro lugar obrigado por teres aceite o nosso convite e também por disponibilizares o teu tempo para esta entrevista.
Tal como já é habitual nestas entrevistas começamos pela tua origem no Hóquei em Patins. Como e quando se dá?
Obrigado eu. É sempre um prazer. Bem, quando tinha quatro anos o nuno e o bruno (nuno pinto e bruno fangueiro) eram da minha turma e entraram para o hóquei. Ambos adoraram e eu decidi experimentar. e foi assim.
Durante o teu percurso como hoquista, que já dura há mais de uma década, qual foi a maior dificuldade encontrada?
Não me lembro de ter encontrado algum tipo de infelicidade. Felizmente nunca tive nenhuma lesão grave nem nenhuma incompatibilidade social.
Já vários treinadores e companheiros de equipa tiveste, mas se tivesses de escolher aquele que consideras o teu melhor treinador, seja pela relação atleta-treinador, ou pelos aspectos técnico-tácticos?
Essa é fácil. com todo o respeito pelo meu actual treinador, o melhor treinador que alguma vez tive foi António Padrão. Foi o único que fez de nós uma equipa perfeita social e desportivamente (tendo em conta as nossas capacidades, claro). Venha quem vier será sempre um Senhor do Hóquei, para mim.
Ingressas o plantel Juvenil do CDP e desempenhas o papel de capitão. Como é para ti carregar este "fardo", no bom sentido é claro?
É com orgulho que se assume um desafio desta "dimensão" se se tem um equipa onde tudo corre bem. Felizmente o bom humor predomina e tirando um ou outro problema, vai tudo pela melhor.
Se tivesses de descrever a fase de apuramento ao Nacional que se realizou nos passados meses, realçando os bons e maus aspectos, como o farias?
Por um lado, foi bom porque crescemos imenso como equipa. Estamos sem dúvida mais fortes e mais bem preparados. Por outro lado, penso que ficamos um pouco aquém das nossa próprias expectativas. Nao acredito, no entanto que tenhamos falhado a qualififcação no último jogo.
Mas continuo a achar que foi um bom tónico anímico.
Após algum tempo sem competição, o "Torneio de Encerramento" está para breve. Quais são as expectativas?
Entramos sempre para ganhar, e desta vez não vai ser diferente. Vamos lutar pelo topo.
Por último e em relação ao teu futuro: o que pretendes fazer a nível profissional e desportivo?
Gostaria de praticar hóquei até à classe veterana. Profissionalmente não tenho ideias definidas, mas uma coisa é certa...vou fazer o que gosto.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
À CONVERSA COM ANTÓNIO ARAÚJO
«A MELHOR PRESTAÇÃO DA EQUIPA FOI O PRÓPRIO CAMPEONATO QUE FEZ»
O entrevistado desta semana do "À Conversa com..." foi António Araújo, treinador dos Juvenis do Hóquei do Desportivo da Póvoa.Natural de Moçambique, falou-nos de diversos temas, tais como (já sendo habitual) a sua origem no hóquei em patins. Os melhores e piores momentos, bem como as dificuldades encontradas este ano, quando se deparou com a equipa juvenil , e ainda outros comentários gerais acerca da equipa.
Foi destacado o empenho e colaboração de todo o plantel juvenil.
ENTREVISTA NA ÍNTEGRA
Olá Araújo e em primeiro lugar muito obrigado por teres aceite o nosso convite e também por teres disponibilizado o teu tempo para esta entrevista. Visto que és treinador, a tua carreira ligada à modalidade deve ter um grande historial. Quando, como e onde se deu a iniciação ao hóquei em patins?
Olá Miguel,
Em primeiro lugar as minhas desculpas por só agora te responder, mas não deu para o fazer antes.
Respondendo à tua pergunta/perguntas começo por dizer que comecei a andar de patins por volta dos 4 anos, na garagem do meu prédio em Moçambique, agarrado aos muros. Foi uma coisa rápida e passado uns dias já andava sem "apoios".
Passado uns tempos (não sei quanto), um vizinho quis levar-me para treinar na Académica da antiga "Lourenço Marques" (hoje Maputo), mas como eu tinha vergonha (porque no meu bairro não havia tradição de hóquei em patins, era mais Basquetebol e Futebol) e aparecer um puto a andar de patins era um pouco estranho, não fui à primeira, mas só passados uns tempos quando o próprio treinador, avisado por um vizinho meu e por outros motivos que agora não interessam, me veio buscar e eu não tive como dizer que não. Portanto, e a par de outras histórias pelo meio, mas sei que o espaço é curto, foi desta maneira que começou a minha carreira e na Associação Académica de Moçambique a nível oficial.
Durante a tua carreira como jogador, tiveste de certeza momentos bons e menos bons. Qual foi aquele que mais te marcou pela positiva e também pela negativa?
Eu podia enumerar vários como podes calcular, mas o primeiro momento que me marcou positivamente foi a primeira chamada à selecção de "Esperanças " na altura. Tinha eu 16 anos e foi na festa de despedida/homenagem a alguém que para mim foi um dos melhores jogadores de sempre :FERNANDO ADRIÃO - infelizmente já falecido. Este foi o meu primeiro momento de "Glória" se assim se pode chamar...mas tive mais felizmente, muitos mais como o primeiro campeonato de Iniciados conquistado também em Moçambique. A partir do primeiro, os seguintes são também importantes mas já não te marcam tanto... Os prémios individuais, as chamadas às selecções em Moçambique, isto tudo ainda nas camadas jovens, ainda em Moçambique.
Chegado a Portugal, vim para a Póvoa e para o CDP em 1976, onde não cheguei a fazer uma época inteira por motivos que agora não interessam. Recebi, juntamente com 2 outros jogadores do CDP, um convite para irmos jogar para o "Juventude de Viana", clube que ainda se iria formar, o que aceitamos, e eu acabei por jogar lá durante 10 anos e como calculas, após 3 anos subimos à 1ª Divisão, foram muitos os momentos espectaculares passados neste clube onde éramos uma verdadeira família, tendo eu sido chamado aos treinos da Selecção Nacional que nesse ano ia disputar o Campeonato do Mundo na Argentina. Lembro-me que também foram convocados pela 1ª vez o Vítor Hugo, Vítor Bruno e outros dos quais já não me lembro, sendo que ainda hoje sou bem recebido em Viana e a par da Académica foram os clubes que me marcaram mais como jogador...
Pela negativa, os dois momentos que mais me marcaram, foi um em Moçambique numa final dum Campeonato Provincial em que me lesionei com gravidade e pela mesma razão a lesão que tive quando cheguei a Portugal, onde também estive parado algum tempo. A nível desportivo e como jogador que foi o que me perguntaste também foi em Moçambique onde em Júniores pela 1ª vez uma equipa iria ser penta-campeã, perdemos na final para outra boa equipa..a par disto momentos menos bons, são todos aqueles em que fui derrotado, que felizmente foram muito menos do que os outros... tudo isto ainda como jogador.
Este ano vieste para o CDP treinar uma equipa que desconhecias, os Juvenis. Quais foram as maiores dificuldades encontradas até agora no comando desta jovem equipa?
Como treinador comecei sempre por baixo (escolinhas), portanto, não foi nada de novo para mim e quando o Padrão me colocou o desafio, nem pensei duas vezes em voltar ao CDP, sendo que da primeira vez que ele me abordou nem sabia que escalão iria treinar. mesmo depois de saber que seriam os Juvenis, não coloquei nenhuma condição prévia... indo direito à tua pergunta, desconhecidos não eram de todo, visto eu a época passada ter visto 2 ou 3 jogos de juvenis, mas não conhecia todos os jogadores além de que ia ver como mero espectador e não como treinador.
Sempre gostei de desafios e como tal este é mais um que enfrentei e por acaso, não o mais difícil, pelo que a maior dificuldade que encontrei foi com o decorrer da época e no número de unidades de treino por semana que temos, aliado ao curto número de jogadores que constitui o plantel, estes foram/ são os dois factores mais negativos que enfrentei no CDP, juntamente com as lesões que foram acontecendo ao longo da época mas com o empenho de todos aliado à elevada assiduidade aos treinos, ultrapassou as minhas melhores expectativas,pelo que aproveito para agradecer a todo o plantel a colaboração e entrega que têm demonstrado até aqui.
Para essa mesma equipa, os Juvenis, o Nacional esteve à distância de um empate em Infante Sagres, mas que não foi alcançado. O que poderá ter faltado nesse jogo decisivo?
No jogo decisivo não faltou absolutamente nada e quem me conhece sabe que não gosto de perder nem nos treinos e como tal não vivo com vitórias morais mas com tudo o que disse anteriormente esse jogo de que falas foi porventura dos mais conseguidos que fizemos, e como tal, nada mais pudemos fazer contra um adversário que nos foi superior, nada mais.
Em minha opinião o jogo que mais acusámos foi o de Paços de Ferreira , onde a equipa começou a pensar nele muito cedo , por muito que eu quisesse tirar carga psicológica da cabeça dos jogadores, não o consegui e também porque a certa altura deste jogo eu quisesse arriscar ganhar o mesmo e umas vezes dá resultado, outras não, por isso faço aqui a minha culpa, porque também tomo decisões que à posteriori se verifica não terem sido as melhores, mas ás vezes tem que se correr riscos, que como os meus jogadores sabem, para perder por poucos ou empatar não contem comigo...
Por último, este ano se tivesses de escolher a pior e a melhor prestação da equipa que treinas, qual seria?
Começando pela pior, não tenho nenhuma especificamente, mas várias e os jogadores sabem tão bem quanto eu ao que me refiro - certas exibições da equipa mesmo ganhando porque no aspecto exibicional eu gosto de ver uma equipa jogar bom hóquei porque quanto melhor se jogar estamos sempre mais perto da vitória e os jogos com o Olá Mouriz e Fânzeres em certos períodos foram muito maus a nível exibicional. Sei também que é mais difícil motivar os jogadores para jogos com equipas que " teoricamente " e á partida são mais fáceis mas temos que os encarar todos da mesma maneira, só assim se fortalece quer o espírito de equipa , quer o espírito ganhador de uma equipa.
A melhor prestação foi a própria equipa ter feito o campeonato que fez, e como disseste ficar a um ponto do "Nacional" , que surpreendeu muita gente incluindo eu próprio .
Esta equipa superou as minhas melhores expectativas e se no início da época me dissessem que iríamos ficar em 4º lugar, com os mesmos pontos do 3º, e com a diferença de um golo, realisticamente, não acreditava.
Dito isto, aproveito desde já para agradecer a todo o plantel sem excepção o empenho e colaboração que todos sem excepção têm demonstrado, incluindo os atletas que estiveram / estão lesionados, nomeadamente o Luís e o Gonçalo, que se encontra lesionado há bastante tempo, mas que tem acompanhado sempre os restantes colegas de equipa.
Por tudo isto aproveito para dizer que é um orgulho para mim liderar um grupo como este.
Um abraço a todos e muito obrigado.
domingo, 29 de janeiro de 2012
À CONVERSA COM JOÃO PINHO
João Pinho (com a bola - na foto), jogador dos Juniores do Clube Desportivo da Póvoa foi o entrevistado desta semana do "À Conversa com...".A habitual origem no hóquei em patins deste jogador, bem como os melhores momentos como hoquista, o sentimento por estar de volta ao CDP, as pretensões para o seu futuro e mais, tudo nesta entrevista exclusiva CDPhoquei.com-
Para a semana, teremos, como é habitual, outra entrevista.
ENTREVISTA NA ÍNTEGRA:
Olá João, primeiro que tudo, muito obrigado por teres o meu convite e também por disponibilizares o teu tempo para esta entrevista. Comecemos, como já é habitual, pela tua origem no Hóquei em Patins. Quando e como se sucede?
Antes de mais queria desde já congratular este blogue pelo excelente trabalho que tem efectuado, e agradecer pelo convite. Desde pequeno, gostava de ver o meu irmão Artur a jogar. Também admirava o meu grande amigo e ainda jogador de hóquei em patins no HCBraga, Ricardo Pinheiro “gadelha”. Foi assim que aos 4 anos comecei a minha carreira como hoquista no CDP.
Durante a tua vida como praticante da modalidade, passaste por outros clubes que não o CDP. O que guardas dessa experiência?
Joguei 2 anos como Júnior no HCF, sob orientação dos treinadores Araújo (actual treinador dos juvenis do CDP) e Rui Pereira(para os amigos - “Bolas” pai, do jogador Tiago Pereira). Estiveram comigo neste período os jogadores Tiago Bernardo e Tiago pereira. Considero que o campeonato de Zona Minho, é mais competitivo. Foi uma oportunidade única e um período de aprendizagem intenso.
Qual foi o melhor momento como hoquista?
Tive vários momentos que recordo com intensidade, como por exemplo:
A primeira presença no Nacional, pelo HCFão, acompanhado pelo Diogo Lopes, actual jogador dos seniores do CDP, na época 2009/2010.
E também o ultimo ano como juvenil no CDP, a final do torneio de encerramento contra Carvalhos em que infelizmente perdemos, onde a actual equipa do CDP tinha poucos jogadores incluindo o ex hoquista Octávio Correia.
Como é estar de volta a uma equipa que se conhece tão bem como é a equipa dos Juniores?
É com muito orgulho que volto a estar com os meus antigos amigos e colegas de equipa onde vivi muitos momentos bons, e ao CDP, clube que me ensinou o “abc” do hóquei. E ainda um especial agradecimento ao Sr. António Padrão, figura que muito me ajudou no mundo do hóquei.
Na semana passada, após o empate com o Infante, o 1º lugar do grupo tornou-se inatingível. De que modo este facto afectou moralmente a equipa?
Claro que gostaríamos de ter ficado em 1º, mas estamos na mesma orgulhosos pelo campeonato que fizemos. A equipa vai continuar a trabalhar arduamente, sem desmotivar, porque o objectivo de ir ao Nacional está cumprido e estamos conscientes que o nosso próximo objectivo é ficar nos primeiros lugares no Nacional.
Em relação ao teu futuro, o que pretendes fazer, tanto a nível profissional como desportivo?
Profissionalmente, espero entrar na Universidade para fazer engenharia de recursos renováveis.
Relativamente ao desporto, para o ano conto continuar no CDP e trabalhar com os seniores e dar o meu melhor.
Mais uma vez parabéns pelo teu trabalho Miguel e que tenhas sucesso nesta área. Sucesso merecido por todo o trabalho árduo que tens feito para este Blog/site. Grande Abraço.
Obrigado novamente, João.
sábado, 21 de janeiro de 2012
À CONVERSA COM TIAGO BERNARDO SILVA
Tiago Bernardo Silva, de 18 anos e natural da Póvoa de Varzim foi o entrevistado desta semana do "À Conversa com..." do CDPhoquei.com.A habitual explicação da origem no hóquei na vida do atleta foi tema de conversa nesta entrevista.
A influência que o Pai, Vítor Silva, treinador dos Seniores do HC Braga, teve na sua vida enquanto hoquista; o regresso ao CDP; e os anos que esteve fora do clube natal foram todos alvos de conversa nesta entrevista.
Foi mais uma entrevista exclusiva CDPhoquei.com que lhe continuará a trazer entrevistas semanais aos Sábados.
ENTREVISTA NA ÍNTEGRA:
Olá Tiago, começo por agradecer-te por aceitares o nosso convite e ainda por disponibilizares o teu tempo para esta entrevista. Recuando à tua entrada no hóquei: Quando e como se deu?
Antes de mais Miguel quero te felicitar pelo grande trabalho que estas a fazer em prol do clube e da modalidade. O Hoquei sempre esteve ligado à minha família, pelo facto de o meu pai e o meu tio terem sido bons guarda redes de Hoquei em Patins, logo eu cresci a ver esta modalidade que logo me fascinou. Penso que tinha por volta de 4 anos quando calcei uns patins, muitas quedas levaram me a tentar ser guarda redes mas penso que não tinha o talento do meu pai e muito menos do meu tio.
De que modo o teu pai, Vítor Silva, treinador dos Seniores do HC Braga, te influenciou durante a tua carreira de hoquista? Seja a nível psicológico, táctico, físico, etc.
Desde cedo, quando começaram os jogos oficiais, o meu pai ia ver todos os meus jogos quando não tinha compromissos, e quando acabava o jogo toda a equipa, independentemente do meu desempenho naquele jogo, já sabia que a resposta do meu pai à minha inocente pergunta ("Joguei Bem ?"), seria ,"Não, uma porcaria!". Era difícil aceitar aquelas respostas mas vim a saber que era para o meu bem e em prol da minha evolução como jogador de Hoquei.
Quando estive em Barcelos, onde posso dizer que foi onde mais evoluí tacticamente e psicologicamente, foi a época mais complicada como jogador. Acabava os treinos e no carro o meu pai vinha a "massacrar" a minha cabeça por coisas erradas no treino, o normal e cresci como jogador também dessa maneira de querer fazer tudo bem. E posso dizer que o meu pai foi o melhor treinador que já tive em 14 anos de hóquei.
Em relação ao plantel deste ano. É bom regressar a esta equipa que se conhece tão bem?
É óptimo é uma equipa que se conhece há muito tempo , o ambiente de balneário é fantástico, e como nos conhecemos tão bem o hóquei parece que sai naturalmente, reconhecemos os movimentos de cada um, os passes, as fintas, as desmarcações e jogamos hóquei quase por telepatia (risos).
Durante o tempo que estiveste fora passaste por dois clubes salvo erro, HC Fão e OC Barcelos. O que dizer dessa experiência?
Foram duas experiências muito boas, obtive e evolução e muitos outros êxitos. Posso relembrar uma das minha melhores sensações que tive na vida hoquista foi quando jogava no Barcelos, precisávamos de uma vitoria em casa sobre o sanjoanense para ir à final4 .Eu estava no banco e o jogo quando acabou, 5-4 para nós, salvo erro, saltei para o campo e abracei-me à equipa em lágrimas de sermos considerada uma das melhores 4 equipas de Portugal. Foi algo único.
Em relação ao jogo de Domingo frente ao Infante, o que podemos esperar da prestação poveira?
Podem esperar uma equipa poveira humilde, unida, e com raça, continuamos em luta para obter o 1º lugar e vamos em busca da vitória num campo complicado.
Por fim, pergunto-te: o que gostarias de fazer da tua vida a nível profissional e desportivo?
A nível Desportivo gostava de me tornar jogador de hóquei profissional e jogar numa boa equipa.
Por um lado quero acabar a licenciatura em Engenharia Electrónica e Redes de Computadores em Viana do Castelo.
Obrigado novamente Tiago.






